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MUNDIAL

Brasil: 1º de Maio deste ano "será histórico’, afirmam militantes

Por Cristiane Sampaio
Brasil de Fato
29 de Abril de 2018

Data de grande valor para a classe trabalhadora, o 1º de Maio deste ano deverá ter ainda mais importância para aqueles que, no futuro, vão se dedicar ao registro da história do Brasil nos tempos atuais.

É o que garantem os organizadores daquele que tende a ser o maior evento do Dia do Trabalhador já realizado no país. Apesar do atentado ocorrido na madrugada deste sábado (28) no Acampamento Lula Livre, em Curitiba (PR), as lideranças afirmam que a programação da próxima terça-feira (1º) está mantida.

A capital paranaense irá sediar um ato unificado que reúne centrais sindicais e movimentos sociais de todo o país, a partir das 14 horas, na Praça Santos Andrade, no Centro da cidade. Os participantes poderão conferir shows com os cantores Beth Carvalho, Maria Gadú, Ana Cañas e Flavio Renegado.

O dirigente Roberto Baggio, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), afirma que o atentado fortalece as ações de resistência do campo progressista e o combate ao fascismo.

“Mantemos nossa capacidade, como luta popular, de fazermos resistência, vigília e de sermos solidários ao Lula até sua liberdade”, completou.

Na avaliação do dirigente, o atentado demonstraria a relação entre o golpe de 2016, as desigualdades, o avanço do ódio e a opressão aos movimentos populares crescentes no país.

“É mais uma iniciativa da elite golpista, conservadora e branca, curitibana e brasileira, que é responsável pelo período de violência e de crise social e política que eles produziram com o golpe”, avalia.

Ele destaca que a organização do 1º de Maio continua articulando a vinda de caravanas de todas as regiões e também de outros países, como Argentina, Bolívia, Paraguai e Venezuela. Parte as delegações estrangeiras já chegou a Curitiba para se somar às atividades do Acampamento LulaLivre e prestar solidariedade ao povo brasileiro pelo contexto político.

Baggio afirma que a participação de militantes de fora do país demonstra a união entre o povo latino e a universalidade da luta por direitos.

Ele destaca o combate ao grande poder econômico e aos oligopólios relacionados à presença norte-americana no continente. “Os inimigos são comuns”, sublinha.

A dirigente Teresa Lemos, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), ressalta que o envolvimento dos educadores, uma das maiores categorias do país, na mobilização também adquire uma simbologia ainda maior este ano.

Além da defesa de Lula, a classe luta contra o ajuste fiscal e outras medidas que têm sufocado a educação pública em todo o país.

“Vai ser um momento decisivo pra esta conjuntura que nós estamos vivendo. É um momento em que os trabalhadores precisam mesmo ir pra rua e fazer um 1º de Maio com muita gente”, afirma.



Edição: Ednubia Ghisi